sms

não eram nem onze horas quando meu celular apitou com uma mensagem.

oi, na realidade já colocaram outra pessoa na vaga k seria sua, estão tentando lotar vc em outra comunidd, o [fulano que havia gostado do meu currículo] tá ate pensando em pedi a conta. é como disse, sec[retaria de educação] não tem autonomia, quem manda e desmanda é o prefeito e ele não kr gent formada é + comodo p ele.

nem um mísero bom dia a efeito de lubrificante. e foi assim que tomei minha terceira porta na cara.

quem me mandava a mensagem era uma funcionaria da Secretaria de Educação que havia simpatizado comigo. Mais tarde trocamos alguns emails e fui informado que o todo-poderoso prefeito a estava transferindo para uma comunidade longínqua. Era uma retaliação, já que ela havia ousado convocar o Conselho de Educação para discutir alguns problemas na Secretaria, incluindo a completa inexistência de livro didático. Não perguntei, mas tive a impressão de que a comunidade devia ser chamada Nossa Senhora da Sibéria.

também fui informado que não havia ninguém graduado na Secretaria de Educação do município, e que o prefeito queria que continuasse assim.

Como eu dizia, o multisseriado é o menor dos problemas do interior do Amazonas.

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escrito em fevereiro de 2011, publicado originalmente em 09 de abril no extinto http://arrumaestabaguncaastrogildo.wordpress.com
Tefé, Amazonas

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vago

depois de dois meses no interior eu tinha ido a manaus resolver umas coisas, complicar outras, ver no que dava. o recreio chegou cedo, perto das cinco da manhã. deixo uma amiga no taxi, anoto a placa e espero o dia amanhecer. amanhece e começo a andar pelo centro de manaus a esmo, seguindos os fluxos, só pra ver, só pra andar. o trânsito ainda preguiçoso, as lojas ainda fechadas, mas os camelôs já ativos, montando barracas, distribuindo produtos pelas calçadas, disputando palmo a palmo as esquinas, medindo as ruas. imponente, um camelô com espírito de leônidas desafia a curva do corredor de ônibus com sua barraquinha, aparentemente disposto a voltar pra casa com sua barraquinha ou sobre ela. e os ônibus passam zunindo, gritando, não mais que ele, é claro, oooolha o dvd, colega, baratinho!

o centro está cheio de casas antigas, com suas datas inscritas no topo, principalmente da virada do século, do início da república, quase sempre desabitadas, com as portas fechadas com tapumes e muita erva daninha escorrendo pelas paredes. algumas janelas quebradas deixam adivinhar verdadeiros jardins dentro das antigas construções, árvores já grandes, mamonas, mamões e até manga. não se preocupem, não vou falar que “a floresta toma de volta…” qualquer coisa, seria uma bobagem. não só porque não há a floresta, como porque não é uma questão de toma-lá-dá-cá, uma jogo de xadrez entre uma natureza e uma cidade encarnadas, este mito meio religioso de um homem que é outra coisa que não natureza. mas as casas não deixam de ser imagens interessantes, peculiares.

fui ao banco e percebi que estava duro, duro, duro. fiquei uns quinze minutos olhando pro caixa automático, como que esperando que algum TILT me desse uma bola extra. nada. tinha 20 reais no bolso e nada mais. saí, comi uma tapioca com manteiga e um suco de cupu com umas senhoras perto do porto. voltei ao banco, disposto a sacar meu paraquedas, aquela grana guardada para uma emergência, aquela que tinha dito que não ia pegar. mas o banco tem mais palavra que eu e diz que eu não posso pegara grana em menos de quatro dias. beleza, parei no único banco de palavra do universo. tento no caixa ao lado, dá no mesmo. deve ser alguma epidemia. recorro ao crédito, o agiota do homem moderno, branco e civilizado. nunca falha. saio pra caminhar de novo, antes que quebrem minhas pernas.

não sei se havia me desacostumado ou se era influência do meu humor, mas o trânsito de manaus é o caos e a treva, como diria um conhecido. vou andando e matutando sobre as dívidas, os empregos, as portas na cara, e então começa a chover. beleza. ótimo. bom mesmo.

procuro uma marquise. de repente olho pra frente e um michael jackson caboclo, de roupas rasgadas e cabelo brilhante de um produto qualquer está passando o chapéu em meio a um tanto de gente. ele se desculpa a todos, dizendo que vai fazer jus ao dinheiro e que, mesmo que chova, ele vai dançar. ele era caboclo, tinha a pele envelhecida pelo sol, o cabelo raspado nas laterais e longo em cima, cacheado mas esticado, brilhante, sua jaqueta preta possui um imenso rasgo debaixo do braço, suas meias brancas estavam sujas, escurecidas, seu chapéu amassado. mas a ginga estava intacta! e ele estava ali, na chuva, em meio a gritinhos, caminhadas acompanhadas de estalos nos dedos e no matters if you are black or white. Não havia gilberto freyre suficiente para lidar com a cena. a música acaba, a chuva diminui, meu celular toca, me levanto e vou para a rua lateral, para não atrapalhar o espetáculo. volto por dentro de uma pastelaria, e quando chego o michael jackson mambembe está no meio de she’s just a girl who claims that i am the one! but the kiiiid it’s not my son!, ele corre até o som, diminui o volume e diz quando eu der o passinho pra trás, vocês aplaudem, tá? é o passinho que mais gosto!ele dá um moonwalk desajeitado, vago, e eu aplaudo efusivamente, só eu, depois mais um, depois mais outra, e só. vou embora com a billie jean mambembe na cabeça, resolver meus problemas e arrumar outros.

 

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escrito em fevereiro de 2011, publicado originalmente em 06 de abril no extinto http://arrumaestabaguncaastrogildo.wordpress.com
Tefé, Amazonas

Artesanato

cenário: avião. os dois personagens estão sentados lado a lado.

personagens: G. – tefeense, ativista e com a caboclice estampada na cara.
P. – policial civil, branco, de algum lugar ao sul do Piauí.

P. – você é do Amazonas?
G. (com preguiça) – sou.
P. – tem muito artesanato lá na sua terra?
G. – tu tens um celular aí?
P. – tenho. aqui, ó.
G. – este aí é artesanato lá da minha terra. da zona franca de manaus.
P. – :S
G. – (:
P. – (…)

verdade verdadeira.

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escrito em fevereiro de 2011, publicado originalmente em 27 de março no extinto http://arrumaestabaguncaastrogildo.wordpress.com
Tefé, Amazonas

conversa

professor: comeste fogo, foi?
pau d’água: comi foi tua mulher!
professor: tu achaste que era minha mulher, mas comeste foi cutia!

e todo mundo ri. eu rio também, mas com aquela sensação de que não entendi toda a graça.

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escrito em fevereiro de 2011, publicado originalmente em 25 de março no extinto http://arrumaestabaguncaastrogildo.wordpress.com
Tefé, Amazonas

causos

um dos professores que transitou por aqui, o Tiô, é um contador de causos. tem vinte e quatro anos e uma esposa grávida esperando por ele na cidade. é professor há dois anos e foi lotado para uma comunidade em terra firme, onde será o único professor dos sete estudantes locais. foi mal avaliado em sua última comunidade, aparentemente por uma fofoca sobre ter fotos pornô em seu celular. ele conta que só vai usar cinto no dia em que topar com uma onça e roubar o rabo dela. conta também que em uma comunidade onde trabalhou tinha poooouco carapanã, tanto que durante um velório que invadia o fim da tarde, apareceram tantos, mas tantos, que a velha senhora morta se levantou e pulou no rio.

a comunidade onde ele daria aulas este ano ficava distante umas duas horas de rabeta por um igarapé. fomos até lá para uma reunião com a comunidade. na ida me deixaram pilotar a rabeta, emprestada de um comunitário, e logo que encostei no motor um boto saltou bem na minha frente, enchendo meu coração de hippiece. na comundiade deviam ser umas sete casas, e o igarapé deles secava vez ou outra, aumentando ainda mais o isolamento. a riqueza da terra firme chama a atenção. vi logo vários pés de fruta e ouvi sobre as cutias, queixadas e antas que eles caçavam bem perto. a barulhada dos passáros era incessante e vi uma arara tão grande que mais parecia um gavião.

na volta passamos no flutuante da presidenta da comunidade pra comer um mingau de banana e ela nos convenceu a ir até seu sítio, onde enchemos nossa rabeta de limão, tucuman, cana e castanha.

mais tarde Tiô nos contou de um velho de Maraã, caolho, rico e com duas esposas na mesma rua. Tiô nos contava que o velho sempre contava da vez em que foi caçar uma onça que estava comendo seu gado. ele espreitava na floresta de noite quando viu a a onça bem pertinho, detrás da castanheira onde se escondia. o velho caolho, rico e com duas esposas na mesma rua agarrou o rabo da onça e girou, girou, até que a pele dela soltou todinha, e ela, assustada, foi se esconder atrás de outra castanheira, tapando as vergonhas com as patas.

nos dias que seguiram minha gula pelas castanhas, tucumans e canas daquele dia foram punidas com uma inclemente caganeira. de fato, a única coisa da qual eu senti mais falta que pessoas, foram fibras.

ai, como eu senti falta das fibras!

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escrito em fevereiro de 2011, publicado originalmente em 21 de março no extinto http://arrumaestabaguncaastrogildo.wordpress.com
Tefé, Amazonas

La Commune

eu não havia percebido, mas o clima na comunidade estava tenso: a comunidade havia decidido pela permanência de um professor do ano passado, mas a secretária de educação, armada de caneta e carimbo, decidiu pela transferência do professor.

a comunidade tem trinta e nove construções, contando os flutuantes e as casas públicas (escola, casa do professor, casa de reuniões e etc.). existem duas igrejas, uma batista e outra deus é amor, e dizem os comunitários que vem um pastor montar uma assembléia de deus. as construções são organizadas lado a lado à beira do rio, para facilitar o acesso à água.

uma senhora faz um pão delicioso toda madrugada. além do pão ela vendecocão – um refrigerante genérico – e mikito – um chips de milho que todo mundo só chama de milito. lá no fim da comunidade, depois de uns pés de cana, seu acelino vende de tudo. sua rede fica suspensa entre cebola, açúcar, biscoitos e óleo de soja. só não vende álcool, que é proibido na comunidade. as crianças dizem que ele tem um bolão de notas assim ó, e que ele morava mais longe, até que recebeu algumas visitas de onça.

no fim da tarde todos os homens jogam bola e as mulheres se reúnem para conversar, com os filhos menores a tira-colo. as marcas da última cheia na parede das casas de palafita tem pouco mais de um metro acima do piso, mas me contaram os comunitários que nestas situações costumam subir o piso (sim, isto mesmo) até a altura necessária para não se molhar. neste período vão para a aula de canoa. a escola é a única construção de alvenaria, talvez por isto a mais quente. são duas salas de aula, uma secretaria, uma cozinha com dispensa anexa, dois banheiros e duas pequenas suítes. também é a única construção com banheiros, fossa e com uma caixa d’água, enchida durante as três horas de luz elétrica diárias e esvaziadas antes do meio dia. a antigas escola, menor e de madeira, se transformou na casa dos professores, onde moram alguns e onde cozinhamos, conversamos e jogamos purrinha valendo chulapa para passar o tempo.

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escrito em fevereiro de 2011, publicado originalmente em 19 de março no extinto http://arrumaestabaguncaastrogildo.wordpress.com
Tefé, Amazonas

TEC! ZIP!

eu pulo do ajato. duas mochilas, umas maleta, uma caixa, um balde e uma cachorra pulam comigo. basta eu tocar o chão pra escutar TEC! ZIP! o primeiro som era uma das alças do velho mochilão arrebentando, o segundo a cachorra se livrando da coleira e dando linha. ótimo, penso. deixo algumas coisas na beira e subo o morro com o resto. vejo algumas senhoras me acompanhando de algumas janelas. subo, me apresento para uma delas (oi! tudo bem? bem. meu nome é matheus, sou professor, sabe onde posso deixar minhas coisas? os professor fica tudo ali, ó, na escola, tão ali agora. posso deixar minhas coisas aqui enquanto busco o resto? pode, eu olho.) e deçodesço para buscar o resto.

na escola de alvenaria sou recepcionado pelo diretor e dois professores, todos simpáticos. me mostram meu quarto, num canto da escola, quente pra burro mas com banheiro! me informam que não terei um cargo, mas três. EJA, multisseriado e pro-info. também dizem que o salario real é menor que o esperado, não sei ainda se por culpa do governo – INSS, FGTS e etc. – ou se apesar do governo – e aquele tal piso salarial?

no meu quarto dou uma varrida leve e expulso metade das aranhas. deixo porém algumas dezenas, na esperança de que elas retribuam a gentileza comendo outros insetos. na porta do banheiro um bicho me espia. é imenso, comprido, preto, tem várias patas e duas longas antenas. eu o espia em retribuição. ficamos assim por longos minutos, nos avaliando, nos medindo. ele mexe as antenas e eu alcanço a vassoura. que porra de bicho é este? merda. merda. será que pica? merda. na minha cabeça repasso todos os programas de tv sobre insetos nojentos. saio do quarto na esperança de ver alguem de bobeira. nada. o diretor dorme e o outro professor dá aulas. demoro uns 5 minutos pra concluir: é uma barata. a maior de todas. a mãe de todas. uma barata. merda. mato esta e depois mais 3, menores e com mais cara de barata. uma quinta foge para a floresta e eu grito “e conte pras outras da sua laia o que viu por aqui!” me arrependo do grito. matei uma média de 3 destas por dia.

começo uma faxina mas acaba a água da caixa e, cansado demais para descer à beira, peduro rede e mosquiteiro e macunaímo “ai que preguiça”.

amanhã vamos dar uma faxina na escola e dar um jeito nos morcegos que ocuparam o sótão e cuja bosta escorre por algumas paredes.

me convidam para jogar bola, mas declino, culpando a viagem. hora ou outra vou ter que jogar, penso, e logo macunaímo outra vez.

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escrito em fevereiro de 2011, publicado originalmente no extinto http://arrumaestabaguncaastrogildo.wordpress.com
Tefé, Amazonas

vim, vi, perdi.

vim, vi, perdi.

infelizmente percebi que me manter com os cargos de professor na comunidade ou não é sustentável ou não é responsável.

ao contrário do cargos nas cidades, nas comunidades o professor não é responsável por uma matéria, mas por uma turma. no EJA preciso ensinar biologia, matemática, geografia, história, português e inglês. no tal multisseriado a coisa complica ainda mais, já que tenho, na mesma sala, estudantes da segunda à quinta séries, com idades entre seis e quartoze anos. dos trinta estudantes uns seis deviam saber ler e algo próximo disto sabia somar. alfabetizar não é tarefa fácil, principalmente para alguém que nunca sequer refletiu no assunto.

meu terceiro cargo merece uma nota especial. se trata de um tal Pro-Info, e me disseram que deveria ensinar os primeiros passos das ferramentas básicas da informática: office e internet. o pro-info já funciona em algumas comunidades-pólo, e deveria estar funcionando nesta há anos, e para isto já haviam sido comprados cinco computadores, um gerador próprio e uma power antena parabólica para a internet. como aqui, em várias comunidades o curso nunca chegou a começar. a comunidade onde estou lotado, no entanto, caiu de ser sorteada para a fiscalização no dia quinze de março, e agora a secretaria de educação tenta montar o curso às pressas.

minhas dificuldades de prática poderiam ser resolvidas com algum esforço, verdade, embora eu tivesse que abdicar de meu projeto bacanudo de história-oral-regional-multimídia-supimposa. mas a dificuldade real era outra: meus horários impediam que eu fosse a tefé nos fins de semana. na verdade, pelo calendário escolar eu teria quatro oportunidades de descer o rio: quinze dias de férias em julho, a partir de dezessete de dezembro e um feriado de três dias no segundo semestre.

se fico na comunidade até o fim do ano, me mantenho distante e tenho que ensinar coisas que não sei da forma que não me interessa. ficar distante seria razoável pra mim até maio, afinal de contas tefé não possui assim tantos encantos, mas em junho deve chegar uma moça bonita por lá, e não quero passar o resto do ano longe dela. não seria sustentável.

se fico na comunidade até o meio do ano e daí peço minhas contas eu resolveria boa parte do problema da distância e ainda faria um bom pé de meia. (ah, não comentei disto, né? cada cargo paga mil e duzentos pilas, mais duzentos de auxílio-rancho). no entanto não é fácil conseguir substitutos, e é provável que a comunidade ficasse sem professor durante o segundo semestre. não seria responsável.

converso com meu diretor e decido pedir minhas contas durante a semana da reunião pedagógica, quando todos os professores do município estarão juntos e a secretaria ainda terá facilidade em me substituir.

conto para algumas das crianças com quem brincava de quebra-cabeças, que respondem sempre espartanos. baixam os olhos, fecham a cara e, soltam umvai, é?, ou um hmm. mais tarde, quando já estava na cidade, encontro com uma comunitária, estudante minha de EJA e mãe de um estudante do multisseriado. uns dias antes havia me presenteado com um delicioso bolo de mandioca. ofendida, me pergunta se era verdade que eu não retornaria.

arrisco dizer algo sobre eu voltar só para visitar, em feriados ou… mas aborto antes de terminar. mesmo verdade, ela não acreditaria. baixo os olhos, fecho a cara, hmm. ela, menos maternal que eu, não se sensibiliza.

* * *
update
consegui um trampo e vou pro interior amanhã cedo.

vou pra uma outra comunidade, de outra cidade, que fica bem mais perto e pode me permitir, se der sorte, vir a tefé todo fim de semana. provavelmente a cada duas semanas.

vou receber praticamente um quarto do salário, e trabalhar praticamente um terço, mas com coisas mais divertidas. na outra eu tinha 3 cargos e tinha que dar aulas de TODAS as matérias, nesta eu tenho um cargo e vou dar aulas só de história. Também não tenho que usar o livro didático – que na outra comunidade era um trem cabuloso escrito no governo fhc – e vou poder rachar naquele meu projeto maluco de história-oral-regional-multimidia-bacanuda!

provavelmente vou ficar no escuro por pelo menos duas semanas. daih dois dias de comunicação e volto pro lado escuro

* * *
update2

me deixaram esperando por 3 horas o barco pra comunidade. também não assinam carteira, é tudo por “folha de pagamento”. não fui hoje. não sei pra onde este barco vai…

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escrito em fevereiro de 2011, publicado originalmente em 23 de março no extinto http://arrumaestabaguncaastrogildo.wordpress.com
Tefé, Amazonas